Corridas de dinastias, já vi piores predicados, mas mesmo havendo pior, este é piroso quanto baste.
Mais um cartel mal montado e mais uma resposta do público, o Campo Pequeno cada vez que tem uma corrida bem montada enche até à bandeira, quando a aposta é só “fraquinha” fica só meia praça.
Ontem não gostei de ouvir na transmissão da corrida do Campo Pequeno alguém a “fazer-se de Lucas” fingindo não perceber que um dos toiros apresentados via pessimamente, quando foi sempre evidente essa deficiência no animal, não percebi qual o interesse de não dizer o que é evidente.
Ontem embora muito se tenha dito sobre o futuro da festa de toiros, não partilho da opinião de que tudo está garantido, acho até que corremos sérios riscos de minar tudo a partir de dentro, a festa não pode ser um couto de amigos, primos e tios, a festa tem de ser mais que isso e obrigatoriamente deve envolver e integrar todos os envolvidos, aficionados incluídos.
Mas nem tudo foi mau, nem perto disso, foi possível ver bons cavalos, alguns bons cavaleiros e os toiros cumpriram o seu papel, foi até interessante verificar quem o único praticante acabou por ganhar o prémio da melhor lide, utilizou apenas um cavalo e isso não tirou brilho à sua actuação e nem precisou de palmos, violinos ou pares de bandarilhas para se afirmar entre profissionais, será só porque a sua família não apareceu ontem nos toiros?
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