sexta-feira, 29 de abril de 2011

Portugal em dissonância cognitiva

Impressionante a forma como metade dos portugueses procuram encontrar formas de desculpar a sua vontade de perdoar alguém que lhes mente recorrentemente e sem hesitar.


Sendo as alternativas mais racionais na sua maioria miseráveis, torna-se complicado votar em consciência e com a convicção de que está cumprida a nossa missão de ajudar a escolher o mais capaz.


Onde anda essa personagem capaz?

quinta-feira, 28 de abril de 2011

A capacidade de fazer muito bem.

A incrível desfaçatez com que se afirma que os políticos portugueses não conhecem a realidade do pais ou do seu povo, é necessário andar muito distraído para não perceber que a nossa classe politica faz parte do povo a maioria deles não é de nenhuma elite, podemos até dizer quem a maioria é até muito pouco diferenciada, mas enfim é o que temos.


É sempre interessante ter os dados necessários para tentar fazer melhor e que o nosso desempenho ajude a tirar o país da difícil situação em que se encontra, no entanto esse trabalho não tem sido realizado e o problema não está no desconhecimento das causas ou da realidade é apenas e somente por incapacidade.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

E porque não o Dom Sebastião?

Continuamos em todas as crises a procurar solução onde esta já não existe, acho que me torno repetitivo mas o Sr. Presidente do Conselho de Ministros já morreu, não há forma de nos ajudar nem prejudicar nem coisa nenhuma.


A população melhorou qualquer coisa, agora até já sabe ler mas continua a não perceber os dados estatísticos que lhe apresentam e parece até que gostavam de voltar aos antigos indicadores, enfim, cuidado que Deus pode castigar.


Vamos lá a deixar de procurar as respostas no passado, o Dom Sebastião anda para voltar há muito tempo mas não tem sido possível, não percam a esperança, quem sabe um dia volta mesmo, mas nesta altura não dava jeito nenhum, porque isto já esta tão mal que não nos faz falta nenhum Alcácer Quibir.


As alternativas vão ter de se encontrar por cá mesmo entre os vivos, bem sei que não é tarefa fácil, mas entre os mortos não me parece que as coisas estejam mais animadas.


Temos de encontrar novos heróis, as velhas glórias fizeram, bem ou mal, o seu papel, está cumprida a sua missão não são neste momento alternativa!!!

terça-feira, 26 de abril de 2011

E depois do adeus …

Depois chegou o momento de perceber que nada mudou, ou melhor mudar até mudou, mas mudou tão mal.


Não tenho saudades de outros tempos mas tinha fé que podia ser diferente, infelizmente percebo com amargura que nada vai mudar e até o partido que recentemente foi afastado das suas funções poderá voltar a ganhar as eleições, não ganha por demonstrar capacidade mas apenas por causa da incapacidade da oposição.


Estranho pais este onde quem ontem se sentiu enganado hoje volta a confiar no autor desse engano, estranho pais onde as alternativas não existem ou se existem são tão fracas que não são verdadeiras alternativas.


Não entendo como pode alguém hesitar entre votar BE ou PP, qual a consistência desta escolha, é apenas contra ou não tem capacidade para escolher, quase sinto a tentação para achar razoável que quem tem esta falta de consistência possa ser proibido de votar até provar que cresceu.


A democracia tem destas coisas, e o nosso povo mantém um estável nível de incapacidade, não são apenas os políticos a necessitar de substituição, podíamos tratar de encontrar um povo mais capaz.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Uma vez era altura de mudar

Ontem quem sabe até antes, era altura de mudar, não mudar eu mas mudar um pais, mudar uma abordagem mudar uma organização.


Era importante mudar, pensar o mundo de forma diferente, olhar as políticas gastas e os políticos pouco competentes e mudar, empurrar a mudança.


Pena que as alternativas sejam iguais, mas à rasca, precisamos de alternativas mais construtivas mais empenhadas, menos espectáculo e mais resultado.


O meu mundo já não pode mudar assim tanto sem partir, um dia vai ter de partir, um dia vai mudar, mas eu não sei por onde muda, por onde parte, mas parte.


O meu mundo não vai ficar sempre igual, amanhã ainda vai ser igual, infelizmente ou não amanhã vai ser igual.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Hoje sobre filhos

Hoje não vou escrever nada sobre crises, empréstimos ou quais quer tipos de fundos que não estejam directamente ligados a afectos.


O valor de hoje é o afecto e a construção das relações e a forma como a nossa personalidade influencia os filhos e como não nos podemos considerar inocentes apenas por sermos incapazes de fazer melhor.


Todos tentamos que os nossos filhos vivam felizes e se consigam adaptar a novas situações com sucesso e ultrapassem todos os desafios que lhes vão surgir ao longo da vida, mas para que isso possa acontecer nós teremos de fazer algum trabalho e criar algumas condições que lhes permitam adquirir experiencias enriquecedoras aumentando o número de ferramentas de sucesso que eles terão disponíveis para utilizar no futuro.


Mais e melhor vida, mais rica em experiencias e valorizando a sua auto-estima, são as bases que garantem que estamos a construir filhos melhores do que nós, cada um pode ser diferente mas isso não pode ser desculpa para não lhes dar todas as ferramentas que os podem levar ao sucesso, seja isso o que for.


É fundamental criar filhos de olhos abertos, com a capacidade de ver mais do que o seu umbigo, que olhem o mundo com espírito crítico, estruturalmente fortes para marcar a sua posição mas também suficientemente flexíveis para adaptar o seu caminho às variáveis que vão surgindo.

Algumas barreiras são intransponíveis, quanto mais cedo forem contornadas menos tempo foi perdido e menor a energia dispendida, tudo que pouparam lhes irá permitir evoluir, todas as aprendizagens devem ser sistematizadas para isso toda a ajuda é pouca, mas é o nosso papel mas importante, logo a seguir ao mimo

terça-feira, 5 de abril de 2011

Cuidados, regras e desregras

Permanentemente corremos riscos desnecessários, abordamos problemas e desafios de forma pouco reflectida, encontramos obstáculos que não são mais do que barreiras que criamos no nosso caminho, um dia as variáveis misturam-se e o mundo desaba treme e acaba, e passamos q ser uma lembrança de alguém.


Não custaria quase nada, encontrar uma qualquer forma racional para ultrapassar desafios, sem deixar que estes nos possam ultrapassar e colocar um fim poucos passos à nossa frente.


É bom poder controlar o futuro e garantir que o fim esta longe, muito longe e que amanhã ainda vou bem mais presente do que uma qualquer memoria por muito importante que esta pudesse ser.


Podia ser assim, era tão fácil gerir bem a vida mas o caminho mais fácil não é a maioria das vezes, o caminho escolhido!