quarta-feira, 8 de junho de 2011

Acontecer, é só repetir o que é muito bom

Um acontecimento bom pode ser simples e sem grande aparato, mas muito bom e ficar na memoria de todos.


Podemos fazer algo diferente mas sem ser necessário fazer algo de extraordinário.


Uma noite de verão para ver estrelas, nada melhor para passar uns bons momentos de conversa com as crianças da casa do que ter uma noite limpa e um mapa estrelar para ajudar a identificar o que brilha no céu.


Claro que o mais importante não são as estrelas do céu, o que importa realmente são as nossas estrelinhas, eles são o centro do universo, bem mais que um qualquer sol.


Passar tempo a conversar e a deixar que nos mostrem como pensam como constroem as suas realidades é muito importante, mas não sejam egoístas, partilhas as vossas também mas sem nunca deixar de ouvir.


Acreditem, o universo é grande cheio de maravilhas, mas acreditem que não há maior mundo do que aquele que esta guardado nas cabeças dos nossos filhos, vamos fazer parte dele, é fundamental fazer parte e ajudar a construir as bases desse mundo que os ajuda a crescer e que a nós nos mostra mais caminhos, mais saberes, melhores momentos para viver com prazer.

Feira de Santarém

Ai vem a feira de Santarém, já não é a mais castiça, não tem a cidade como envolvente, mas ganhou condições diferentes.


Estava hoje a pensar que grande parte de quem vai à feira já nem se lembra como esta já foi, mas foi bem diferente, mais típica, mais ligada à população, hoje tem um espaço melhor, mais capaz de receber os visitantes, mas para quem gosta de festas típicas já não vai a Santarém.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Por olhar por eles tão dedicado…

Metade parecia a letra de um fado, mas não é, pretendo só, dar atenção à relação pai e filho.


Cada vez menos os pais estão distantes dos filhos, cada vez menos os pais são seres ausentes e por vezes assustadores por ser a eles que cabia o papel de fazer cumprir as regras, cada vez mais os pais querem participar, cada vez mais os pais são interessados, mas cada vez mais se sentem perdidos.


Ao contrário de tudo o que se escreve e diz, a informação não abunda de forma a simplificar a vida de quem procura fazer bem ou pelo menos o melhor que pode.


A regra mais básica para poder educar os seus filhos, é manter as regras criadas e cumpri-las antes de pedir que sejam cumpridas.


O passo seguinte é ainda mais fácil, acredite que o seu filho já sabe que o pai não é perfeito, assim permita-se falhar, a falha não pode ser a regra mas também não é o fim do mundo.


Por ultimo divirta-se, respeite o espaço e gostos dos outros, mas partilhe actividades que todos gostem, é importante fazer actividades pelos outros, mas por favor não cobre o esforço que fez, divirta-se apenas pelo prazer de estar com os seus filhos.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Mais uma vez os portugueses escolheram …

A abstenção é a maior força partidária do país, não há quem a derrote, cada vez ganha mais adeptos.


Os meus concidadãos preferem como é hábito não ter de escolher, assim a culpa nunca pode ser deles, a desculpa de que os políticos são todos iguais permite quem nem tenho a grande “trabalheira” de pensar.


Na realidade, acho óptimo que não votem, a avaliar por muitos portugueses que conheço e com quem me cruzo nas ruas tenho até duvidas se a democracia é assim tão bom, há pessoas quem não deviam poder votar, a democracia devia ser mais selectiva só existia para quem acerta na minha intenção de voto.


A democracia é uma grande coisa permite até escolher não exercer o direito ao voto!!!

Mas eu voto sempre!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Dinastias.

Corridas de dinastias, já vi piores predicados, mas mesmo havendo pior, este é piroso quanto baste.


Mais um cartel mal montado e mais uma resposta do público, o Campo Pequeno cada vez que tem uma corrida bem montada enche até à bandeira, quando a aposta é só “fraquinha” fica só meia praça.


Ontem não gostei de ouvir na transmissão da corrida do Campo Pequeno alguém a “fazer-se de Lucas” fingindo não perceber que um dos toiros apresentados via pessimamente, quando foi sempre evidente essa deficiência no animal, não percebi qual o interesse de não dizer o que é evidente.


Ontem embora muito se tenha dito sobre o futuro da festa de toiros, não partilho da opinião de que tudo está garantido, acho até que corremos sérios riscos de minar tudo a partir de dentro, a festa não pode ser um couto de amigos, primos e tios, a festa tem de ser mais que isso e obrigatoriamente deve envolver e integrar todos os envolvidos, aficionados incluídos.


Mas nem tudo foi mau, nem perto disso, foi possível ver bons cavalos, alguns bons cavaleiros e os toiros cumpriram o seu papel, foi até interessante verificar quem o único praticante acabou por ganhar o prémio da melhor lide, utilizou apenas um cavalo e isso não tirou brilho à sua actuação e nem precisou de palmos, violinos ou pares de bandarilhas para se afirmar entre profissionais, será só porque a sua família não apareceu ontem nos toiros?

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Em defesa da tradição

Estou contra!!!


Sou contra quem defende a tradição, cansado de ver defender tradição de forma pouco consistente e por vezes até cretina, sou contra a defesa da tradição!


Quando gritam “os toiros em Portugal têm de continuar”, e depois querem corridas “à Espanhola” deixando os forcados de fora, não percebo onde esta a defesa da tradição!


Quando apregoam que a melhor mais castiça e tradicional é a feira da Golegã, e depois apresentam-se trajados “à Espanhola”, não entendo porque vivem ainda em Portugal.


Quando são os primeiros a dizer que Portugal está a ser invadido pelos Espanhóis e que a Europa nos tira a soberania acabando com a alma Lusitana, não consigo entender porque razão são igualmente os primeiros a querer toros de morte no Campo Pequeno, a montar com traje Espanhol, a terem os cavalos ajaezados à andaluza e para tudo ser ainda pior utilizam “guapa” como elogio à beleza feminina.


Os termos espanhóis não nos fazem falta, o acordo ortográfico pode ser bom ou mau mas pelo menos é sempre em português, eu não entendo como alguém critica o acordo e consegue dizer “guapa” em vez de bonita, enfim a limitação é por certo minha.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Vida tão cheia… de nada

Venho percebendo que metade (talvez metade seja exagero) das pessoas que conheço não têm nada mais nas suas vidas do que nada!


Não falo de bens ou recursos financeiros, a maioria vive confortavelmente, mas tem pouco mais do que isso, as suas vidas são solitárias sem estarem isolados, têm amigos mas cada um tem a sua vida e a maioria das vezes estão em casa sozinhos, mesmo quando chove na rua, está frio e os dias são tristes eles estão sozinhos.


Curiosamente dissimulam as suas angustias numa capa arrogante já gasta e vazia, alinhavada de presunções em que ninguém acredita nem o próprio que as apregoa, assumem uma postura de quem está a ver mais além, que sabe todas as coisas, que viu tudo, que tem falta de tempo porque há tanto para fazer, mas tudo sobra ali, principalmente a solidão e a angustia de um dia ser tarde de mais.